Zema e Os “Intocáveis”: sátira com fantoches enraivece Brasília – Boletim Coppolla 039/2026
Caio Coppolla • 186.8K views • 1d ago
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Compartilhe a luta legítima contra “os intocáveis” de Brasília👆🏼 Por causa de uma sátira com fantoches, Gilmar Mendes ingressou com notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais @romeuzemaoficial e peticionou para que ele seja incluído no ‘Inquérito das Fake News’ - uma investigação tocada pelo Supremo, em que as supostas vítimas são os próprios juízes, num processo que já dura 7 anos, foi considerado inconstitucional por 2 Procuradores Gerais da República, e cujo encerramento já foi solicitado até pela Ordem dos Advogados do Brasil. Atualmente, os 3 principais jornais do país, o Globo, a Folha e o Estadão, são unânimes em suas críticas ao Inquérito e seus abusos:
🗞 Segundo o Estadão, o Brasil vive há “7 anos de exceção”, e o inquérito se transformou em um “instrumento de poder pessoal”, que “expõe a deterioração do STF”.
🗞 Já de acordo com a Folha, vivemos na “República do Supremo que pode tudo”. A lei só vale “para os demais cidadãos”, e mesmo assim é “a lei tal como interpretada pelos ministros”.
🗞 Por sua vez, o Globo publicou artigo intitulado “Os Supremos”, com o seguinte destaque: “Agora já não é mais um governo autoritário que ameaça o Supremo, é o Supremo que ameaça a democracia.”
Em suas redes sociais, Zema fez questão de apontar que a carapuça serviu: “Hoje, aqueles que se julgam intocáveis não toleram mais qualquer tipo de piada. O nome da série que minha equipe fez se chama justamente ‘Os Intocáveis’. E com essa tentativa de me perseguir, eles mostram que são exatamente isso.”
⚖️ Mas e o que diz a lei? Além de toda a proteção constitucional à liberdade de expressão, o artigo 359-T do Código Penal é claro: “Não constitui crime (contra o Estado Democrático de Direito) a manifestação crítica aos poderes constitucionais”. Ou seja, não existe agressão à democracia, quando se critica o Poder Judiciário, o STF e muito menos a conduta de um juiz.