Enquanto STF condena empresário a 14 anos por doação de R$500, família de Moraes triplica patrimônio
Senador Esperidião Amin • 144.4K views • 2d ago
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MANIFESTAÇÃO NO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL 07/04:
Por ironia do destino, o jornal O Estado de S. Paulo publica na primeira página (5/4): patrimônio da família do Ministro Alexandre de Moraes amealhou R$23,4 milhões de imóveis nos últimos anos. Prosperidade, prosperidade! E, no mesmo jornal, na mesma edição, a condenação a 14 anos de prisão para o Sr. Alcides Hahn, de Corupá/SC, de 71 anos de idade, porque ele deu R$500, por Pix, para alguém fazer uma viagem para Brasília, que ele não tinha a menor ideia do que poderia ser, a não ser um protesto.
Então, é neste trem que nós estamos embarcados: a CPI do Banco Master não vai ser ativada; os pedidos de impeachment não trafegam, ainda que a fila para o impeachment esteja até com algum burburinho - de vez em quando, um dos pretendentes vai lá e fura a fila -; e a CPI da "vaza toga", também descumprindo um direito e um dever do Senado, não é instalada. Nesse trem, nós vamos.
E até a lei da dosimetria - o projeto de lei da dosimetria -, que deveria ter sido apreciado no seu veto, no veto aplicado pelo Presidente, não tem data, porque a Mesa, o Presidente do Senado - perdoe-me, na sua ausência, eu dizer -, sabe qual vai ser o resultado da votação. Ele sabe que, se houver a votação, o veto vai ser derrubado e tem que ler a CPI, a CPMI do Banco Master.
Então, nós, em vez de enfrentarmos aquilo que a democracia determina, que é votar, nós estamos nos acoelhando, fugindo da verdade, acuando, fugindo da verdade, do resultado que qualquer desses procedimentos teria se fosse submetido ao Plenário.
Então de adiamento em adiamento, se espera o quê? Que o povo esqueça? E aí eu concluo: não vai esquecer, não!